quinta-feira, junho 19, 2008

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Caros Tertulios: É com enorme saudade que escrevo estas linhas. Saudade dos mais distante, saudade dos nossos encontros fraternos e cheios de boa disposição. Ao mesmo Tempo queria também partilhar com todos uma vivência deste vosso irmão.
Fui a um casamento de um amigo meu no Porto. Ele fazia parte da tuna da Faculdade dele (Faculdade de Engenharia do Porto). Naturalmente a Tuna compareceu e presenteou os presentes com uma bonita serenata á noiva, o que naturalmente provocou no publico feminino um efeito de raio de sol num cubo de gelo... ficaram derretidas. Gostava de partilhar com vocês essa musica juntamente com a letra. seria sem duvida uma mais valia para o nosso cancioneiro da tertúlia. Aprecio particularmente a parte do solo,. O nosso Companheiro Tozé fadista já esta em cima do acontecimento a aprender sofregamente a musica e espero que a possamos entoar no próximo Jantar. Pedia ao Companheiro Barça que no (muito pouco) Tempo livre pegasse na sua guitarra e apanhasse o tom da coisa. A todos que queiram ouvir deixo a letra e a musica..
Abraço do vosso Amigo Fernando Alves TRIPAS


Só Um Beijo

Só um beijo eu te peço
Esta noite com desejo
Nos teus olhos eu me vejo
Embalado
Num arpejo apaixonado

Quando abres
A janela
Irradias
Luz por ela
Que essa luz tenha brilho
Fortemente
No meu peito
Eternamente

Coração de tuno (aqui sugiro a substituição de TUNO por TERTULIO)

Tem força p´ra querer
Derrubar o mundo
E ver
De janela aberta
Teus olhos nos meus
Dá-me força certa
No adeus.

sexta-feira, março 30, 2007

Ainda estou vivo!!!!

Bons dias meus caros amigos!

Antes de mais quero pedir desculpa por não ter dito ainda nada acerca da minha experiência por terras castelhanas. Na verdade é que foi um mês muito intenso. O trabalho vai-se fazendo (e hoje já recebo o primeiro salário :), já tenho casa, por isso já sabem, quando quiserem vir é só dizer. A casa é muito pequena mas havemos de caber todos. Não se pode é fazer grandes festas porque os meus vizinhos são um casalinho octogenário... O ritmo de vida é completamente diferente do que levava: saio de casa às 8 e chego às 19 mas enfim..
Estou a gostar da experiência, a cidade está bem, tem uma vida nocturna alucinante e tem sempre muita vida pelas ruas (e gajas jeitosas está claro).
Portanto já sabem, next road trip: Madrid!!!

Meus amigos, um abraço que vou começar agora o meu turno de trabalho!

PS: Sr. Monstro, como é que ficou a situação de Utrecht?

quinta-feira, março 29, 2007

Sentimento Tertuliano


A passagem de um jovem universitário por Coimbra é sem duvida uma das experiências mais marcantes que um ser humano pode viver. Nesta cidade todos os anos entram milhares de miúdos oriundos de todo o país, com as mais diversas origens geográficas, ideologias, crenças e aspirações. Esta heterogeneidade é uma das chaves da formação enquanto estudante e enquanto pessoa. Aqui em Coimbra todos se fazem homens. Muito mais que uma licenciatura o estudante de Coimbra absorve uma série de vivências que apenas esta cidade possibilita. Anos de tradição enraizada transmitem códigos de comportamento, regras de respeito mútuo bem como respeito pelas hierarquias e pela sociedade. A obrigatoriedade de iniciar uma vida independente, assumir as responsabilidades, lidar com os problemas. A vivência com os demais companheiros, todos diferentes, mas no fundo todos irmãos, filhos de um grande pai - o objectivo final do curso, e de uma vida em comum, por vezes mãe carinhosa, por vezes ruim madrasta.
Durante a viagem que a passagem por Coimbra representa, apenas a união, a fraternidade e a confiança mútua asseguram o sucesso. Os laços estreitam-se, as coisas boas unem os jovens estudantes, as coisas más (que se vivem de forma extraordinariamente colectiva em Coimbra) revelam o que cada um tem de melhor, para si, para os outros, e assim nascem os homens.
Sinto-me um privilegiado. Eu estudei em Coimbra! Aos meus irmãos devo tudo. Com vocês aprendi, com vocês eu cresci, parte do que sou devo a vocês, e para o resto da minha vida vos levo guardados. Se a criação da nossa tertúlia serviu para passar este sentimento a uma pessoa que seja, valeu a pena! Quando erguemos a nossa taça bem alto, e brindamos com emoção, é isto que sinto! Em cada brinde, em cada nota entoada do nosso hino, cada abraço que vos dou.

Fernando Alves

domingo, janeiro 28, 2007

Se eu mandasse o Sr. Malato era Deportado

Carta Enviada ao Sr José Nuno Martins, Provedor Do Ouvinte da RTP

"Boa Noite

Venho por este meio demonstrar a minha indignação para com as palavras do Sr Malato, proferidas no seu programa do Canal 1 da RTP no dia 2 de Janeiro de 2007 pelas 15h . Mas antes de o fazer de assinalar qual foi o meu espanto quando vi uma senhora (cujo nome não recordo) mas que por sinal não cantava particularmente bem, numa tentativa “desesperada” de cantar o tradicional fado de Coimbra. Como se isso por si já não fosse suficiente afrontador, o apresentador desse programa, o Sr. Malato, proferiu no fim da actuação da referida senhora as seguintes palavras. “Uma mulher a cantar fado de Coimbra, Muito bem.. Isso de serem só os homens a cantar o fado de Coimbra era antigamente”. As palavras ditas por este senhor são denotadoras de uma falta de conhecimento, e quase insultuosas, para com as seculares tradições da academia Coimbrã. Seria importante relembrar a este senhor que o fado de Coimbra, é assim designado, entre outros motivos, por ser precisamente cantado unicamente por homens e por ser o resultado de anos e anos de história acumulada. É um fado triste e sofrido e não “escantarolado” ao bom jeito do fado de Lisboa. Mas isto o Sr. Malato com toda a certeza não entende, nem vai entender pois não compreende a alma e o sentimento que rodeiam o fado de Coimbra. A sua demonstração de ignorância envergonhou uma inteira estação de televisão, que ao contrario de outras tem o dever de zelar pela qualidade dos seus programas em detrimento do consumismo massivo. . Exmo. Sr. Provedor; em tom de finalização gostaria de demonstrar o meu profundo desagrado pela situação em que o referido apresentador colocou todos os admiradores do fado de Coimbra, e não deverão ser poucos por esse pais, e relembrar um pequeno provérbio popular português ao Sr. Malato “ Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão”

Com os melhores cumprimentos

Jorge Miguel Marques de Brito"



sexta-feira, dezembro 22, 2006

Afinal o Pai natal não existe....

Meus caros amigos!

Como não poderia deixar de ser, gostaria de desejar-lhes a vós e às vossas famílias um bom Natal com muita saúde e de preferência com um bom vinho tinto a acompanhar. Quero também desejar umas óptimas entradas para este ano que se aproxima. As minhas entradas vão ser na Polónia, mais precisamente nos Tatras, a cordilheira a sul de Cracóvia.

Um abraço a todos, em especial aos DR.S Monstro e ao To Zé, venham de lá esses rasganços....

domingo, outubro 15, 2006

O Rasganço


O rasganço é a última aventura praxística e académica de um estudante. Numa cidade em que a tradição não morre, ainda se cumpre o ritual de rasgar o traje no final da licenciatura. Para muitos, é a mais simbólica e a mais ansiada tradição (uma espécie de libertação) da Universidade de Coimbra, para outros contudo um dia que marca um fim de um ciclo; um ponto de viragem que lá no fundo gostaríamos que nunca chegasse.Mas como nem tudo é rasgado, capa e a pasta são os únicos elementos que se guardam e que ficam com o “doutor” para o resto da vida.
Reza a historia que o rasganço tem as suas origens na Faculdade de Direito onde após o anúncio do último dia de aulas, os alunos do 1.º ano faziam espera aos do 5.º ano, que perseguiam com a finalidade de lhes rasgar as batinas e as capas. Era a “farraparia”.
A praxe de rasgar o traje académico após a licenciatura deverá ter surgido com a “Farraparia”. A “Farraparia”, que durou até cerca de 1910, era feita na Faculdade de Direito após o “Ponto”, anúncio do último dia de aulas - em que os alunos do 1.º ano faziam espera aos do 5.º ano, que perseguiam com a finalidade de lhes rasgar as batinas e as capas. Era a alegria da destruição, a farraparia. Esta praxe de rasgar o vestuário não era aplicada, como se compreende, às estudantes. Só a meio da década de 80 começaram as estudantes a sofrer essa praxe, mas com limitações. Rasgavam o que era poupado aos rapazes: o colarinho, punhos, gravata e meias.

Na minha humilde opinião o rasganço é daquelas pequenas coisas que é difícil encontrar palavras na língua Portuguesa que a descreva Aqueles pequenos segundos em que o traje nos é arrancado e que faz e uma bomba de adrenalina seja disparara em todo o nosso corpo são verdadeiramente indescritíveis. Como diz a sabedoria popular “só quem lá passa é que sabe como é” e eu meus, caros amigos, o que vos tenho a dizer é que é muito bom..

Reza a historia que os Lateiros têm tido dos rasganços mais memoráveis que esta academia já presenciou…Disso eu me orgulho e faço votos que assim continue…

Saudações Tertulianas

JB














quarta-feira, outubro 11, 2006

O Momento mais aguardado do ano!


Para grande jubilo colectivo, Leonel Nunes - O homem do Garrafão, esse ícone máximo da Musica Popular Alternativa esta confirmado na terça de Latada. O que para alguns membros da Tertúlia já foi designado como “O dia mais feliz da minha vida logo a seguir ao dia de entrada na Tertúlia” é aguardado com uma intensidade electrizante. Já no rescaldo da intensa noite de celebrações que se seguiu ao anúncio, deixo a vossa consideração um artigo retirado de um blog da especialidade a cerca do nosso tão estimado artista. A mim, quem me quiser ver, terá de me procurar terça de Latada, na primeira fila com um cartaz “Leonel a Presidente”

“Se há nome capaz de despertar paixões na Música Popular Alternativa esse nome é indiscutivelmente o de Leonel Nunes. Possuidor de todos os items que fazem dele um "português típico" (baixo, bigode, faces rosadas, etc), ele é um ícone de "portugalidade", tendo já editadas mais de 40 cassetes. Natural da Rapoula - Guarda, Leonel Nunes anima festas de norte a sul de Portugal, sempre acompanhado do seu orgão e do filho, seu "manager". As músicas têm na sua maioria um ritmo propício ao baile, no entanto Leonel também sabe explorar a sua veia romântica e presenteia-nos com bonitas canções de amor, tendo a maioria das vezes como referências a sua esposa e os seus filhos, os seus mais preciosos bens, como podemos ouvir em "Boneca querida" ou "Minha doce companhia" entre outras. Mas o que torna o Leonel Nunes único são os trocadilhos usados nas letras das suas músicas, "Porque não tem talo o nabo" é um exemplo disso mesmo, toda a música é construída à base de trocadilhos, revelando uma inteligência impar na construção das suas músicas, sendo também o seu maior êxito.”
in portalpimba.blogspot.com

O Hino





















Somos Lateiros desta nobre academia
Queremos comida e bebida sem igual
Alegremente com paixão vamos bebendo
O grande vinho que se faz em Portugal…

Coimbra tem as borracheiras verdadeiras
De vinho tinto está coberto o pessoal!
Ai verde ou tinto desde que venha das videiras
Ele deu a cor à bandeira nacional…

O copo muito cheio é um encanto
Porquê, porquê, que maravilhas quem te vê
Ai Portugal porque tu bebes tanto
Não vou saber pois o beber nao tem porque

Serão tuas tascas as mais formosas
Será será que o vinho alegra o coração
Será o cheiro das mulheres airosas
Ou a saudade que afoguei no garrafão…

Aos Lateiros!!

Tertulia on Tour - Salamanca




Fazendo jus à ciência que nos une, a Geografia, o conhecimento da Terra, eis-nos em mais uma incursão , desta feita rumo a terras de Castela.

Da nossa primeira paragem pelo feudo de Trancoso, que guarda no seu seio o orgulho de em ela guardar raízes do não menos ilustre Dr.André "O Velho", registou-se a alegria de entre os autoctones pela nossa presença, principalmente no bar Agua Benta, pois em dias normais teria encerrado bem mais cedo!
O dia foi consativo logo o dever de descançar foi quase que como obrigatório...

Um novo dia...preparam-se as baterias... para o assalto a terras de "Castilla e León"
Chegados a Salamanca!! a cidade que tem "um rio! com água e tudo! e as cantinas ao domingo?Fechadas!!" (Salvé oh Arnaldinho!!)


Deu-se inicio ao assalto tertuliano encabeçado pelos peritos em reconhecimento internacional e pelos estrategas da tertulia, em busca de um novo mundo...um novo conhecimento (mais uma vez o valor da Geografia a vir à tona da razão)




Tal como quando Cabral aportou em terras de Vera Cruz , a Real Tertulia "Os Lateiros " explorou um novo mundo, experimentou o divagar nocturno, ao que os espanhóis apelidam de "Botellón", e que a mim me agradou, ao contrario de alguns ilustres colegas que preferiram a frequência de bares de conduta duvidosa (Faz-se a ressalva de que esta atitude foi tomada por falta de informação/informação de fonte não considerável)....contudo toda a debandada nocturna foi em grande animação onde o entrar e saír nos espaços de animação nocturna foi uma constante...

Por fim, e um novo dia nascido ei-nos em plena "Plaza maior" em mais uma investida e onde as nossas capas marcaram lugar!


De mais uma road trip ficam os "recuerdos" e ainda mais orgulho de ser Lateiro e de levar a tertúlia à peito!! (neste caso às costas!!)

Real Tertúlia "Os Lateiros" - on tour

Salamanca 2006